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11ª Bienal Internacional do Livro da Bahia - Café Literário


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11ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO BAHIA 

Grandes encontros marcaram o segundo dia de programação do Café Literário

 

Foram marcantes os encontros do Café Literário neste segundo dia de programação da 11ª Bienal do Livro da Bahia. A primeira sessão, realizada às 15h, trouxe histórias de dois jovens engajados que transformaram suas realidades através da leitura e da escrita. Com mediação de Miguel Jost e sob os olhares atentos do público, Otávio Júnior, contou o início de sua trajetória, que o fez ficar conhecido como “O livreiro do Alemão”, em referência à comunidade carioca onde nasceu e vive até hoje.

 

“Via que os traficantes eram considerados os heróis da comunidade. Tinha vontade de mudar essa situação, mas também tinha medo. Mas quem tem sonhos, não pode ter medo”, ressaltou Júnior, responsável pela criação da primeira biblioteca pública independente em meio a um ambiente dominado pelo tráfico. A frase faz todo sentido para Isadora Faber, que ficou conhecida em todo o país depois de criar a fanpage Diário de Classe, na qual fazia questionamentos sobre educação, sucateamento das escolas e desvio de verbas públicas. Apesar de sofrer ameaças e ser hostilizada por professores e alunos, Isadora seguiu em frente e chegou a receber cerca de 7 sete mil mensagens diárias de estudantes pedindo ajuda e orientações para melhorarem suas escolas. “Conhecer outras histórias e melhorar o ambiente em que vivo superam todas as ameaças que sofri”, disse Isadora.  “O livro e a escrita mudaram minha vida e podem mudar a vida de outras pessoas”, finalizou Júnior.

 

A segunda sessão do Café, iniciada às 17h30, foi mediada pelo curador do espaço, o escritor João Paulo Cuenca e trouxe a ex-mulher do poeta Vinícius de Moraes num bate papo pra lá de descontraído com o Miguel Jost, que é pesquisador titular do Núcleo de Estudos em Literatura e Música (Nelim/PUC-Rio) e, em 2008, organizou e assinou os prefácios dos livro "Samba Falado - crônicas musicais de Vinicius de Moraes", ambos lançados pela Azougue Editorial.

 

Esposa do poetinha que em 2013 completaria 100 anos, Gessy contou para o público, que lotou o espaço, as mais variadas histórias que marcaram os sete anos de união com Vinícius, presentes no livro “Minha Vida com o Poeta”, onde narra um cotidiano de convivência nunca antes conhecido, entre as viagens e os muitos encontros promovidos na casa construída por ele no bairro de Itapuã, em Salvador, ao mesmo tempo em que expõe a realidade social da Bahia de sua época. “Fui muito feliz e faria tudo outra vez, se preciso fosse, como dia diz a canção. Tenho hoje uma tranquilidade de saber que fui muito amada e que amei muito também”, declarou Gessy Gesse.

 

E para fechar a noite, em mais uma sessão lotada, André Vianco e André Xerxernesky, dois jovens autores de obras sobrenaturais que misturam terror, suspense, fantasia e romance, falaram sobre o universo da literatura fantástica, que a cada dia ganha novos e cada vez mais leitores, sobretudo entre o público juvenil.

 

Sobre o Café Literário - Já consagrado, o Café Literário é uma das áreas mais disputadas da Bienal e palco de debates sobre temas que vão da literatura ao cotidiano. Esse ano algumas sessões prometem dar o que falar. “Ser biógrafo no Brasil de hoje”, com Josélia Aguiar e Mário Magalhães, e “Brasil 2013 - Mídia Ninja e ativismo online”, com Rafucko e Bruno Torturra, trazem para a festa literária dois dos assuntos mais polêmicos do momento.

 

Confira os destaques do espaço nos próximos dias da Bienal Bahia:

 

10/11 – Domingo – 19h30 – Ser biógrafo no Brasil hoje – uma conversa com Mário Magalhães e Joselia Aguiar

Os biógrafos Mário Magalhães, que acabou de receber o Prêmio Jabuti pela Biografia de Marighela, e Joselia Aguiar falam sobre a profissão no país e os riscos que a atividade corre em tempos em que a censura prévia é defendida por bastiões da MPB.

 

13/11 – Quarta-feira – 19h30 - Literatura nas quebradas da periferia

Nelson Maca e Écio Salles são professores e autores envolvidos em iniciativas de criação e leitura nas periferias de Salvador e Rio de Janeiro. O debate será sobre a importância não apenas social mas da estética da produção literária desses lugares.

 

14/11 – Quinta-feira – 19h30 - O passado do Brasil hoje

Mary del Priore e Zuenir Ventura falarão sobre suas respectivas obras sob o prisma das transformações sociais dos dias de hoje. Até que ponto livros como “Cidade partida” e “O príncipe maldito” jogam luz sobre o Brasil de 2013.

 

15/11 – Sexta-feira – 15h - Memorialismo e invenção na literatura latino-americana

O escritor e editor Joca Reiners Terron conversa sobre a América Latina, memorialismo e invenção com Guadalupe Nettel, uma das principais vozes da nova literatura latino-americana que está no Brasil para lançar “O corpo em que nasci”.

 

15/11 – Sexta-feira – 19h30 - Brasil 2013 - Mídia Ninja e ativismo online

Bruno Torturra (Mídia Ninja) e Rafael Puetter (Rafucko) debatem o papel da mídia nas manifestações do inverno de 2013 e mostram vídeos exemplificando o seu trabalho.

 

 

Sobre a Fagga | GL events Exhibitions

 

Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, a Fagga l GL events Exhibitions é uma das maiores empresas em promoção e organização de feiras do país, responsável pela realização de mais de 20 feiras anuais. Subsidiária do grupo GL events Brasil, operação brasileira de uma das maiores empresas mundiais do ramo de eventos, a francesa GL events, a Fagga soma mais de meio século de experiência.

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