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XI Bienal Internacional do Livro Bahia


Conteúdo de qualidade e recorde de público marcaram a 11ª edição da Bienal Bahia 
 
A 11ª Bienal do Livro da Bahia encerrou suas atividades neste domingo (17), deixando um gostinho de quero mais e a grata surpresa da superação da expectativa de público, alcançando o recorde de 275 mil pessoas que passaram pelo pavilhão de feiras do Centro de Convenções entre os dias 08 e 17 de novembro, para comprar livros e conferir uma programação cultural intensa, voltada para toda família.  
 
A Bienal promoveu encontros com ficcionistas premiados, autores de obras que circulam entre as listas de mais vendidos, especialistas em arte, biógrafos, historiadores e roteiristas, entre outros grandes escritores. “Estou muito feliz  por ter participado do Café Literário, de ter recebido um público educado, gentil e generoso. As perguntas foram ótimas, auxiliando a elevar muito o nível das discussões. A Bienal da Bahia foi muito boa”, declarou o curador do Café Literário, João Paulo Cuenca. 
 
Entre os pontos altos da festa literária, as participações de Antônio Torres, João Ubaldo Ribeiro e a presença da ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, primeira negra mãe de santo a assumir o posto de “imortal” na Academia de Letras da Bahia (ALB), que no dia 12 participou de um bate-papo no Território Jovem sobre a influência dos orixás no cotidiano. “Eu só sei falar de forma simples e é muito gratificante estar aqui rodeada de tanta gente, como é gratificante também fazer parte da Academia. É um reconhecimento do trabalho de muitas africanas que vieram antes de mim, ensinando gerações e gerações”. Mãe Stella de Oxóssi. 
 
“Temos o desafio de montar uma Bienal Bahia cada vez melhor e mais abrangente. Em 2013, tivemos recorde de público, o maior elenco de autores convidados e presenças muito marcantes da cultura baiana e nacional, além de atividades que despertaram o interesse de pessoas de todas as idades. Este grande evento literário encerra com um saldo muito positivo para todos”, aponta Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal.  
 
Café Literário – Desde o primeiro dia da 11ª edição da Bienal Bahia, o Café Literário, tradicional espaço de debates, reuniu grandes escritores que discorreram sobre os mais diversos temas, consolidando esta edição como uma das melhores em termos de conteúdo. O espaço promoveu encontros marcantes entre leitores e escritores como Antônio Torres, Zuenir Ventura, Mary Del Priore, Antônio Risério, Ruy Espinheira Filho, Joca Terron, Nelson Maca, André Vianco e a mexicana Guadalupe Nettel.
 
“Estou encantada de estar aqui nesse lugar que respira literatura. É importante para os jovens terem acesso também aos autores e eles verem que nós somos de carne e osso iguais a eles. Não somos seres de outro planeta. A Bienal realiza essa aproximação entre as pessoas e a literatura. Estou muito agradecida pelo convite”, destacou a autora.  
 
No centro dos debates, temas atuais e que abordaram o Brasil a partir da Bahia, como a afrodescendência e sua relação com a cultura brasileira, a literatura produzida nas periferias e na América Latina, ativismo online e os protestos que marcaram o inverno brasileiro em 2013 e a questão das biografias não autorizadas. Esta última, inclusive, veio à tona em mais de uma ocasião, ressaltando a atualidade do tema. Um dos pontos altos foi a participação da baiana Gessy Gesse. Conhecida como a musa do poeta Vinícius de Moraes, Gessy, que foi casada com o autor por sete anos, participou do Café Literário e revelou detalhes sobre a fase que distanciou Moraes das rodas intelectuais e o aproximou da massa. “A Bienal pegou. Aqui na Bahia participo desde o primeiro Café Literário e isso é uma grande satisfação. Estava esperando o Café lotado e isso realmente aconteceu. Foi muito bacana a noite”, declarou o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, o escritor baiano Antônio Torres. 
 
Para encerrar a 11ª Bienal do Livro Bahia em grande estilo, o Café Literário teve a honra de receber pela primeira vez o escritor João Ubaldo Ribeiro, baiano e universal, que participou da Sessão de Gala de Encerramento, com um bate-papo sobre os romances que o transformaram em um dos maiores e mais respeitados autores brasileiros de todos os tempos.  “Meu avô era coronel do interior e fez de Itaparica a sua razão de viver. Eu, quanto mais velho fico, mais me apego à Itaparica. Gostei muito de participar da Bienal Bahia”, declarou João Ubaldo. 
 
Território Jovem – A 11ª Bienal Bahia contou também com um espaço voltado para o público jovem e adolescente, que teve a oportunidade de conversar com seus ídolos literários sobre temas do cotidiano e de seu interesse. Sob a curadoria da poetisa, autora de livros infantis, ensaísta, produtora cultural e professora de literatura, Suzana Vargas, o Território Jovem foi palco de debates polêmicos como as saídas do armário, drogas e o amor na internet, reunindo um público interessado, que participou ativamente de todas as sessões.   
 
Uma das autoras mais esperada da Bienal, Thalita Rebouças ressaltou ser a primeira vez que participa da Bienal Bahia. Ídolo de nove entre dez adolescentes, Thalita lotou a sessão de sábado (16) do Território Jovem e passou quase três horas autografando seus livros .  “Meus leitores baianos são super carinhosos e o bom de uma Bienal é que vem gente de todo o Estado, não só de Salvador. Achei as pessoas daqui muito perguntadoras, não senti timidez nenhuma na plateia baiana, o que geralmente sinto em outros lugares.  Uma noite de autógrafos é legal, mas melhor que ela é essa interação com os meus leitores. Soube que ficou muita gente do lado de fora do auditório, porque não tinha espaço aqui dentro para todos. Mas, quando concluí a palestra, pude receber todo mundo”, contou Thalita.
 
A escritora Márcia Tiburi, uma das convidadas do Território, destacou a importância de haver um espaço especialmente voltado para o público adolescente: “Adorei o convite, adorei estar aqui na Bienal e adorei o debate da nossa mesa com o poeta José Inácio Vieira de Melo. Porém o que mais gostei foram os jovens da plateia. Tenho esperança neles. Porque os jovens de uma maneira geral são comoventes e eles nos trazem uma sensação de futuro”, disse a autora, que participou da mesa Amor na Internet: Éticas das Relações Amorosas na sexta-feira, dia 15.  
 
Fabrício Carpinejar, Eduardo Spohr, Raphael Dracon, Carolina Munhóz,Frei Betto, Juca Kfouri e Nelson Maca foram alguns nomes que passaram pelo espaço lotando o Território Jovem durante os dez dias da Bienal. 
 
Pequenos leitores – Com uma grande variedade  de livros voltados para as crianças, a Bienal Bahia consagrou-se, em sua  11ª edição, como um mundo encantado de livros e atividades pra lá de divertidas para o público infantil, como contação de histórias, sessão de autógrafos, biblioteca móvel, leituras públicas e oficinas de leitura, pintura e desenho. “A Bienal da Bahia é sempre uma festa literária, sobretudo para crianças e adolescentes”, destacou André Portugal, editor da Editora P55 Edições. 
Baú de Histórias – Com uma média de seis apresentações diárias, o Baú de Histórias, espaço criado especialmente para os pequenos leitores da Bienal Bahia, reuniu, em dez dias, milhares de crianças que acompanharam atentas as quatro narrativas de autoria da Sapoti Projetos Culturais e apresentadas pelos atores da companhia baiana Capim Rosa Chá. 
 
Sob a curadoria da escritora carioca Daniela Chindler, que acompanhou de perto as apresentações, o Baú de Histórias mesclou a linguagem da contação de histórias com surpreendentes elementos cênicos, entre eles bonecos, máscaras e elementos cenográficos e muita música.
 
Praça de Poesia e Cordel – Durante dez dias, poetas, cordelistas e repentistas se encontraram para celebrar a vida em versos, promovendo uma grande festa da poesia, nesta 11ª Bienal Bahia. E a Praça de Poesia e Cordel consagrou-se com um dos espaços mais importantes do evento, ao reunir nomes de peso como Jackson Costa, Bule-Bule, Luiz Antônio Cajazeira Ramos, Elieser Cesar, Elizeu Moreira, Carla Visi, Amadeu Alves, Fabrício Rios, Nilson Galvão e Kátia Borges, que sob a curadoria do poeta José Inácio Vieira de Melo, destacaram a poesia como nobre gênero literário. “É muito importante para a poesia baiana de cordel que a Bienal tenha disponibilizado esse belo espaço para a cultura popular nordestina. Isso facilita nosso contato com as pessoas do interior, com os editores. É uma grande vitrine do nosso trabalho para a Bahia, para o Brasil e quem sabe até para o mundo”, destacou o cordelista Antonio Barreto. “A Bienal está maravilhosa, incentivando muito esse ano a poesia de cordel com todo esse espaço. Tenho 421 livros de Cordel e estou lançando aqui meu primeiro livro infantil de literatura de cordel. A Bienal está de parabéns por incentivar a cultura popular do nordeste”, completou a também cordelista, Janete Lainha. 
 
Promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions, o evento contou mais uma vez com o Governo da Bahia como patrocinador máster e reuniu 385 expositores em 16mil m² de evento
 
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