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Público e poesia enchem o Café Literário


Data: 19/04/2009
Fonte: Via Press Comunicação

A última sessão do Café Literário começou com uma discussão sobre o tema "Atualmente, a internet é o lugar da poesia?" e ganhou outros contornos a partir das intervenções do público. Quem conduziu a conversa foram os escritores Antonio Calloni e José Inácio Vieira de Melo. Ambos concordam com a convergência das linguagens em favor da poesia e da literatura. "Alguns poetas, que costumo chamar de octogenários, como Adelmo Oliveira e Francisco Chagas, grandes autores, têm resistência à tecnologia, mas sua obra conquista o espaço virtual, independentemente de seus esforços nesse sentido", relatou Inácio.

Entre os assuntos abordados, o estímulo à leitura nas escolas provocou depoimentos diversos. Calloni falou sobre seu primeiro contato com Machado de Assis, na escola: "Não me lembro qual era a minha idade quando conheci a obra de Machado de Assis, mas acho que, ao menos naquela época, faltava uma sensibilidade na indicação das leituras para os estudantes", critica o ator e escritor, admirador de Manuel Bandeira e Manuel de Barros. "Ele vê poesia em tudo e, por isso, usa uma linguagem tão cotidiana, irresistível", elogia.

Já o escritor nascido em Alagoas, Vieira de Melo, destacou de sua lista de influências o poeta cearense Patativa do Assaré e Geraldo Melo Mourão, cuja obra descobriu por acaso, em uma livraria de Jequié. O bate-papo ganhou ares de recital, com as ovacionadas leituras dos autores, entre uma intervenção e outra do público, que lotou o espaço. O primeiro final de semana da Bienal do Livro da Bahia teve recorde de público e foi encerrado com chave de ouro no Café Literário.

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