Começou nesta quarta-feira (22), no auditório da 9ª Bienal do Livro da Bahia, o II Fórum da Rede Nordeste do Livro e da Leitura. O evento, que termina amanhã, é promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) e Fundação Pedro Calmon, cujos dirigentes, o secretário Márcio Meirelles e o historiador Ubiratan Castro, receberam autoridades dos governos federal e estadual. Em pauta, políticas de incentivo à cadeia produtiva do livro.
De acordo com José Castilho, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), a Bahia está sendo contemplada através do Programa Mais Cultura, com a implementação de pontos de cultura e bibliotecas. "Nosso próximo passo será a viabilização do programa de formação de mediadores de leitura, pois, não basta ter acesso físico aos livros", afirmou. Ainda este ano, o Ministério da Educação, através da portaria n° 6, de 1° de abril de 2009, irá selecionar universidades que formarão professores-leitores da rede pública. Já o Ministério da Cultura (MinC) atuará na formação de agentes leitores nas comunidades.
A descentralização da cultura durante a gestão de Gilberto Gil foi um dos pontos abordados pelo secretário Márcio Meirelles. Ele defendeu as cotas de compras de livros pelas pastas da Educação e Cultura do governo federal, os maiores financiadores da cadeia produtiva do livro. Já Tatiana Portella, representante do MinC, frisou a necessidade de formulação de propostas e desdobramentos no final do Fórum. E sinalizou um possível passo inicial: "é preciso organizar as câmaras estaduais do livro".
Representando a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, o deputado Délio Ferraz citou a parceria da casa com a Academia Baiana de Letras, iniciada em 1999 e que será renovada por mais dois anos. "Nesse período, temos uma estimativa de publicação de 45 livros", afirmou. Também compuseram a mesa o presidente da Academia de Letras da Bahia, Edvaldo Boaventura, e o representante do MinC, Fabiano dos Santos. Na programação do II Fórum do Livro e da Leitura estão previstos o debate sobre o panorama do livro no Nordeste, o estímulo à produção local e à bibliodiversidade, dentre outros assuntos.