17 A 26 DE ABRIL
CENTRO DE CONVENÇÕES DA BAHIA - BA
Busca

Área do Expositor

Login:

Senha:

Imprensa - Notícias



Como falar de sexualidade


Data: 21/04/2009
Fonte: Via Press Comunicação

Derrubar preconceitos e quebrar tabus foram as discussões que esquentaram a programação da Arena Jovem Oi, na noite de hoje. A apresentação do espaço foi encerrada com um descontraído debate sobre as várias manifestações da sexualidade. Público de várias gerações lotou a arena para um bate-papo polêmico sobre o tema “saindo do armário: como falar de sexualidade”, que reuniu o antropólogo Osvaldo Fernandez, o filósofo Ricardo Líper e o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira.

 

O filósofo Ricardo Líper defendeu que a sexualidade, assim como a orientação sexual do homem não é guiada pelo instinto, mas sim pela cultura. “A sexualidade do homem se desenvolve pelo meio cultural que ele vive, como um processo evolutivo. A orientação sexual não é uma escolha. É uma evolução que podem estar relacionada a experiências e condições que vão sendo decodificada ao longo da vida”, pontuou.

 

Para reforçar essa tese, o antropólogo Osvaldo Fernandes lembrou que o médico neurologista e fundador da psicanálise Sigmund Freud defendia que a sexualidade está presente desde os primeiros meses de vida do indivíduo. Sendo assim, as experiências com o meio se dão de forma gradativa até o final da vida. O especialista lembrou ainda que apesar disso, esses conceitos ainda não são levados em consideração na sociedade atual. “Quase dois séculos depois, os pais e a escola ainda não incorporaram esses estudos”, disse.

 

O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, destacou que assumir a sexualidade ainda é muito difícil, sobretudo por conta do preconceito contra os homossexuais, que é ainda maior do que o preconceito sofrido por negros. Segundo ele, um levantamento feito pelo GGB revelou que em 2008, foram assassinados no Brasil 198 homossexuais. A maioria dos homicídios ocorreu nos estados da Bahia e Pernambuco. “Somos a única entidade que faz esse levantamento no Brasil. A nossa intenção é alertar a sociedade, os homossexuais e, principalmente, os poderes públicos para que sejam criadas políticas públicas contra a homofobia”, explicou.

 

Fagga / GL events Brasil Rede Bahia SNEL Governo da Bahia
© 2008 - Fagga Eventos. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por t.