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Debate sobre sexo e literatura esquenta a Arena Jovem Oi
Data: 24/04/2009 Fonte: Via Press Comunicação
Literatura com sexo é melhor? Para o contista Antônio Carlos Viana, “é melhor para o leitor, porque, do ponto de vista do escritor, fica mais difícil: existe a barreira da linguagem, que determina o limite entre o erótico e o mau gosto”. Autor de sete livros, dentre os quais “O Meio do Mundo” - retirado do programa do vestibular da Universidade Federal de Sergipe, por ser considerado pornográfico pela reitoria da instituição de ensino, Viana lançará em maio, pela Companhia das Letras, o título “Cine Privê”.
Também com novidades no mercado editorial, Gabriela Leite acaba de lançar a obra “Filha, mãe, avó e puta”, em que relata com detalhes sua surpreendente trajetória, que culminou com a criação da famosa marca de roupas Daspu e da ONG DaVida. Gabriela, que se auto-intitula “prostituta aposentada, mas sem aposentadoria”, tem 30 anos de militância pela regulamentação da prostituição como profissão reconhecida pelo governo e pela sociedade.
A escritora contou sobre as dificuldades do processo de produção do livro: “Escrever essas histórias foi doloroso, não por falar sobre sexo e prostituição, mas, por aprofundar as minhas relações familiares”. Para Gabriela, o sexo faz parte da literatura. “As pessoas tendem a separar as coisas, mas, o sexo faz parte da natureza humana, e, consequentemente, da literatura”.
Conhecida pela carga de erotismo de seus textos (a autora tem quatro livros publicados), Állex Leila concorda: “é um tema como outro qualquer: amor, morte ou loucura”. A escritora abordou no debate as diferenças entre erotismo e pornografia. E avisou: “Não tenho problemas com relação à pornografia”. Integram a bibliografia de Állex os romances “Henrique” e “O sol que a chuva apagou”.