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A Bahia no olhar de Roger Bastide e Pierre Verger
Data: 26/04/2009 Fonte: Via Press Comunicação
Encerrando o Café Literário com chave de ouro, Jérôme Souty e Ângela Lühning conversaram sobre a Bahia no olhar de Roger Bastide e Pierre Verger. O bate papo foi a última atividade realizada na 9ª Bienal do Livro da Bahia, que contabilizou recorde de público e de autores participantes ao longo dos dez dias do evento. Tanto Souty quanto Lühning concordaram que Verger e Bastid foram dois franceses que buscavam a identidade da África na Bahia.
Pierre Verger chegou na Bahia em 1946 e logo foi contratado pela revista O Cruzeiro. Como na época não existia televisão e as foto novelas eram muito consumidas, ele acabou ganhando certo reconhecimento. Já Bastide não chegou a fixar residência em Salvador. Segundo Lühning, foram cinco viagens de Bastide a Salvador, que totalizaram seis meses na capital baiana. "Mas o trabalho antropológico dele sobre a Bahia foi compensado pela frequente troca de cartas que ele mantinha com Verger", explica.
Apesar de estar sempre dividido entre África e Bahia, o que mais atraiu Verger a Salvador foi o misticismo religioso da cidade. "Além disso, a Bahia era o único lugar onde ele podia se sentir à vontade com os negros", afirmou Souty, francês que é Doutor em Antropologia Social pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris, e reside no Brasil. Autor do livro sobre obra-vida de Pierre Fatumbi Verger, intitulado "Du regard détaché à la connaissance initiatique", Souty faz pesquisas de campo e documentais no Brasil desde 1994. Na área de antropologia, trabalha com Fotografia, Arte, Religião, Cultura Afro-brasileira e Corpo.