A conversa abordou os modelos de quadrinhos: Peeters explicou que "existem 3 tradições principais: as americanas, a franco-belga e a japonesa, que se influenciam mutuamente". De acordo com Flávio, "o brasileiro tem se inspirado na criação europeia". Ele falou ainda sobre a profundidade das ilustrações orientais: "As histórias são bem exploradas e os personagens são apresentados de maneira detalhista", afirmou.
O tom do bate-papo cresceu com a polêmica entre Cedraz e Flávio, quando o assunto em questão foi a identidade do quadrinista brasileiro. Para o autor da Turma do Xaxado, "a produção do Brasil não tem identidade ainda: existe uma tendência à cópia das outras culturas". Em resposta à provocação, o criador de "Jayne Mastodonte" usou sua obra como exemplo: "eu uso as tirinhas, que foram criadas pelos americanos, mas o humor dos meus personagens é brasileiro".
Também foram discutidos a adaptação de linguagens entre os quadrinhos e desenhos animados e filmes e a reprodução mundial dos mangás. Essa prática foi alvo de críticas pelos mediadores do debate. "Quem gosta desse tipo de produto aprecia o verdadeiro mangá", afirmou Peeters.